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O sudoeste dos Estados Unidos da América – Irradiação das culturas Mogollón, Anasazi e Hohokam.

Oásis América – Mapa Tempo Ameríndio.

Alguns arqueólogos sustêm que mogollón começa em 1.000 a.C., sobre a base cultural da Tradição do Deserto, originada pelos cochise que em 2.000 a.C. já cultivavam um tipo de milho primitivo. O certo é que a transição de uma sociedade arcaica para uma sociedade de agricultores sedentários, com cerâmica introduzida desde o sul, se completou ao redor de 300 d.C. A sua principal fonte alimentícia proveio da domesticação e cultivo de espécies como a yuca – ou mandioca, uma espécie de tubérculo – cactos, milho, girassol, ervas e nozes.

Observam-se quatro fases distintas, na evolução da cultura mogollón que a distingue da sua similar, a anasazi. Num primeiro momento, os seus assentamentos caracterizam-se por um grande número de casas-poço de dimensões pequenas. A partir de 1.000 d.C., começaram a construi-las sobre o nível do solo e, por influência anasazi, apareceram os complexos cerimoniais e, em alguns casos, residências de varões, conhecidas como “kivas“, estas últimas sobreviventes das casas-poço.

As várias culturas do Sudoeste. Mapa Tempo Ameríndio.

Criaram todo o tipo de ornamentos: braceletes de concha, pendentes de madeira, adornos tubulares de osso e ferramentas, como metates – ou pedras para moer grãos e sementes – almofarizes, armadilhas, arcos e flechas. Também fabricaram têxteis, cestos, elementos de madeira e cerâmica como espátulas, tabuinhas, flautas e colares de sementes. No vale do rio Mimbres, desenvolveu-se uma sub-tradição com a manufactura de excelente cerâmica. Nos povoados de Casas Grandes e Chihuahua, deram-se amplos assentamentos ao que se supõe terem chegado mercadores do planalto mexicano. Por volta de 1.100 d.C. começa a sua decadência, talvez pelas mesmas causas que se fizeram sentir em todo o sudoeste, entrando em colapso definitivamente em 1350 d.C.

Vasilha com insectos, cerâmica pintada. Cultura mogollon, Novo México. Arte pré-colombiana. Scala Group. Milão, 2009.

Os anasazi – A partir de 185 a.C., sobre a base cultural dos cesteros – povos da Tradição do Deserto, sem agricultura nem cerâmica – evoluíram os anasazi. O seu epicentro foi a região conhecida como “Os Quatro Cantos”, formada pelo Arizona, Utah, Colorado e o Novo México. No seu desenvolvimento estabeleceram-se oito fases ou períodos, dos quais os três primeiros pertencem à evolução dos cesteros – até 750 d.C. – e os seguintes às culturas conhecidas como pueblo.

As primeiras habitações que levantaram foram do tipo casa-poço, superficiais e de simples estrutura. A seguir construíram-nas fazendo a base mais profunda e com uma abertura no tecto que fazia as vezes da chaminé e entrada, simultaneamente. Dentro das habitações cavaram um buraco central, o sipapu, que simbolizava o lugar por onde a humanidade havia emergido desde o interior do mundo. Com o decorrer do tempo, esta modalidade deu origem às kivas cerimoniais. Posteriormente, deu-se a sua expansão e, durante essa época, já construíram os edifícios com pedras, sobre o nível do solo. Por volta de 700 d.C., em Mesa Verde e Cliff Palace, construíram habitações dentro de reentrâncias rochosas naturais, no rebordo de precipícios.

Uma kiva (câmara ritual) construida pelos anasazi no pueblo de Mesa Verde,  Colorado. Duncan Baird Publishers, 1996.

A sua expansão, que alcançou uma dimensão máxima em 1.100 d.C. mostra que os anasazi possuíam um grande conhecimento sobre os períodos solares de solstícios e equinócios, urbanização de grandes povoações feitas em alvenaria de pedra com vários pisos; canais para rega e manufactura de vasos cerâmicos. Um dos mais importantes urbanismos desde período é Pueblo Bonito que contou um número próximo às 800 habitações e 25 kivas, as construções circulares para o culto. Esta estrutura apresenta um urbanismo racional de desenho intimista, projectado com as suas habitações de tipo original. Crê-se que foi habitado como cidade e centro de culto para umas 1.200 pessoas. Como já referimos, as habitações redondas são kivas, lugares religiosos para reuniões e cultos iniciáticos por parte dos homens. Também se supõe que a kiva principal terá sido observatório astronómico. Pueblo Bonito e Chetro Ketl são dois dos lugares mais relevantes dos 125 assentamentos distribuídos ao longo da bacia do rio Saint John, no Canyon Chaco e que formaram parte de um verdadeiro sistema económico, entre 950 a 1200 d.C. Estas localidades foram providas de residências, armazéns, recintos cerimoniais, edifícios públicos e estavam ligados por mais de 400 km de uma rede de caminhos. Ainda não foi devidamente esclarecido se Canyon Chaco foi um centro de culto e comércio, com cidades independentes anexadas ao sistema, ou se as mesmas foram colónias estabelecidas, para dar saída ao aumento demográfico que sofreram.

Planta e perspectiva de Pueblo Bonito. Cultura anasazi, cerca de 1100 d.C. Edições Corregidor, 2005.

Por volta de 1200 d.C. produziu-se uma alteração climática; por toda a região registou-se uma quebra nas escassas precipitações. Este fenómeno que criou uma ruptura no ecossistema frágil já por si, somando-se a incursão de tribos de origem dene: os navajos e apaches, são as causas possíveis que levaram ao abandono dos povoados na bacia do rio Saint John. Não se conhece de certeza o destino dos anasazi, porém, anos mais tarde, nas regiões dos rios Little Colorado e Rio Grande, deu-se uma nova etapa de construção de grandes povoações, por vezes combinadas com saliências rochosas, como na meseta de Pajaritos, no Novo México, que perduraram até à chegada dos espanhóis.

Ilustração de uma estrutura arquitectónica hohokam. Fonte: Internet.

Entretanto, nas terras desérticas dos vales do rio Gila, no Arizona, dentro de uma área restrita e próxima às outras duas tradições que já falamos, evoluiu a cultura hohokam, sobre a base da arcaica cultura cochise. Não se tem a certeza sobre o seu inicio e, ainda que alguns arqueólogos sustentem uma maior antiguidade; estima-se que os seus começos tenham coincidido com o principio da era cristã. Glawdin e Harry, em 1937, subdividem a sua duração em quatro períodos, dos quais aquele de maior desenvolvimento é o último, conhecido como Clássico. Os estudos actuais indicam que esta cultura foi regional, desenvolvendo-se no seu lugar com base a vinculações comerciais e rituais com as culturas mexicanas. Implementaram uma agricultura do deserto que lhes proporcionou duas colheitas anuais, para a qual construíram canais de rega que transportava a água desde as montanhas. Possivelmente, devido às relações frequentes que tiveram com as culturas meridionais, praticaram a astronomia, fabricaram cerâmica e braceletes de concha; trabalharam a pedra, as turquesas e o cobre.

A partir de 600 d.C. construíram praças com plataformas de 1 m de altura por 30 m de largura que, apesar de serem baixas, mostram influência mexicana. As suas habitações foram do tipo casa-poço, com recintos rectangulares, construídas com adobes sobre escavações no solo, alcançando em Casas Grandes os quatro pisos de altura.

A diminuição das colheitas e as frequentes incursões das tribos apaches, provocaram um colapso por volta de 1450 d.C. Os povoadores abandonaram os seus antigos locais e agruparam-se em pequenas povoações dispersas.

Fotografia do pueblo de Taos, Novo México. Editora Dargaud, 1969.

Apesar desta entrada ter um enfoque sobre as culturas Pré-Colombianas, ou seja, aquelas que se desenvolveram antes ou até ao contacto com os europeus, vale a pena aqui falarmos um pouco sobre as tribos históricas, desta área de estudo. Assim, quando os primeiros europeus pisaram estes territórios, por volta de 1540 da nossa era, encontraram cerca de 20.000 habitantes, disseminados por 70 povoações. A estes aborígenes denominaram, de forma genérica, como índios pueblo, devido às características das suas povoações. A sua fonte alimentícia principal era um tipo de milho adaptado à semi aridez do território, que complementavam com a caça. Mantinham uma organização social de clãs matriciais e ao povo como unidade política superior. Em chefia, um «governador» para as funções administrativas; um “chefe de guerra” encarregado dos trabalhos públicos e conflitos bélicos e, além destes, um séquito de sacerdotes cuja missão era a de propiciar as chuvas.

Dos grupos pueblo actuais, os tano e keres descendem dos anasazi. Os hopis de um ramo shoshoni; os zuñis supõe-se derivados da tradição mogollón, presumindo-se que quem actualmente habita a região de Sonora – onde se encontram as tribos pima, papago e tarahumara– são os herdeiros da tradição hohokam.

 

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Monk’s Mound at Cahokia May Have Been Built in only 20 Years.

Researchers studying the largest mound at Cahokia, Monk’s Mound, are speculating that the moound may have been built very quickly. It has been believed that the mound took 250 years to build in 14 stages. the new research took samples from the mound when repairs on the mound were being done in 2005. They looked at plant remnants and found the non-food plants were annuals that live only one to five years. The evidence suggests that construction was continuous. And the plant remains point to Monk’s Mound being built in only 20 years. The unburned remains of the plants were well preserved and not decayed as they would have been over 250 years. And they also found that parts of the mound were constructed with whole sod blocks and not basketfuls of soil.
Lopinot and Schilling report their findings, with colleagues Gayle Fritz and John Kelly of Washington University, in the Midcontinental Journal of Archaeology.

Western Digs has the story here;
http://westerndigs.org/americas-largest-earthwork-cahokias-monks-mound-may-have-been-built-in-only-20-years-study-says/

From Michael Ruggeri (FAMSI)

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Damos início, com esta entrada, a uma nova categoria neste blogue que se chamará Cidades Ameríndias, abordando os centros urbanísticos mais relevantes da América Antiga.

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Mapa que nos mostra as diversas culturas que se desenvolveram entre a região dos Grandes Lagos e o Golfo do México. A cidade de Cahokia está assinalada a vermelho. Fonte: Internet.

O nome indígena da primeira grande cidade aqui abordada é, na realidade, Twakanhah, sendo mais conhecida pelos estudiosos com o nome de Cahokia. No seu auge, no século XII, esta povoação localizada ao longo da margem do rio Mississípi, no Oeste do Illianois, alguns quilómetros a Leste da actual Saint Louis, exercia um controlo económico, cultural e religioso sobre uma larga faixa no coração do Sudeste da América do Norte.

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Arte: Greg Harlin. Fontes: Bill Iseminger and Mark Esarey, Cahokia Mounds State Historic Site; John Kelly, Washington University in St. Louis. National Geographic Site.

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Plano da zona paliçada de Cahokia. Imagem do arquitecto Dennis R. Holloway © 2009.

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Mapa do sítio arqueológico central da cidade, actualmente. Fonte: Internet.

Ao longo do tempo o milho tornou-se numa cada vez mais importante actividade agrícola, provendo as quantidades de excedentes necessárias para alimentar grandes populações a par de muitas outras fontes vegetais e animais que contribuíram para a dieta geral. Esta base alimentar permitiu o suporte de populações muito numerosas e, à medida que este números e densidades aumentaram, a ordem social tornou-se mais complexa. Desenvolvendo-se de forma mais definida classes sociais e hierarquias; ouve um incremento na especialização e divisão do trabalho. As alianças políticas tornaram-se mais relevantes; o comércio foi altamente especializado; os conflitos e mesmo a guerra entre grupos políticos aumentaram, possivelmente alimentadas pela competição por recursos ou território.

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Erecção do Woodhenge a Oeste de Monks Mound. Ilustração de Lloyd K. Townsend.

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A elaboração do ritualismo também se tornou cada vez mais significativa. Talvez que a ultima expressão deste factor possa ser visto em Cahokia, na construção do Woodhenge, um arranjo circular de grandes postes de cedro, com um posto de observação central. Daí, o sacerdote do sol poderia observar o astro nascente no horizonte à medida que este poderia alinhar com certos postes. Este calendário podia ser usado para determinar os solstícios de inverno e do verão, alem da primavera e o cair dos equinócios; assim como outras datas importantes no seu ciclo ritual. Existiam pelo menos cinco Woodhenges construídos em Cahokia.

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Fonte: National Geographic Site.

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Ilustração de Richard Hook para a Osprey Publishing, American Indians of the Southeast.

Durante a era mississipiana, novas formas de cerâmica apareceram, com uma grande variedade de formas e estilos e, gradualmente, a maioria dos objectos eram temperados com conchas esmagadas e queimadas, misturadas com uma pasta de barro local. Houve um aumento de utensílios exóticos vindos de regiões distantes, primariamente vindos do Sul.

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Detalhe de ilustração da autoria de Michael Hampshire. Fonte: Internet.

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Reconstituição artística de Cahokia por Bill Iseminger. Ao centro pode-se ver o montículo principal (Monks Mound).

A característica dominante de Cahokia são os montículos, existindo tantos como 20 dentro da área da cidade. Estes foram construídos inteiramente com terra, carregada em cestos, identificando-se três formas distintas de estruturas: com plataformas, cónica ou com o topo sulcado. Os montículos em plataforma são os mais comuns, servindo como bases elevadas para templos, residências da elite, para a comunidade, facilidades de armazenamento, centros para concelhos ou reuniões e outros aspectos relevantes. Os montículos cónicos foram interpretados como sendo sepulturas mas poucos foram escavados e poucos enterros localizados. Os montículos com sulcos no topo parecem marcar importantes localizações ao longo dos eixos principais de Cahokia, sendo que aqueles que foram testados indicam que teriam funções mortuárias também. Contudo, a maior parte da população não era sepultada nos montículos mas em cemitérios; apenas a elite ou enterros rituais parecem estar associados aos montículos, como o monte 72 com a sua tumba de elite e um numero elevado de jovens raparigas sacrificadas. Todos os montículos examinados mostram evidência de vários estádios de construção, talvez comemorando ciclos do calendário, a morte de líderes ou a ascensão de novos; ou até mesmo o reenterrar do montículo, num ritual de purificação.

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Detalhe de ilustração da autoria de Lloyd K. Townsend. Cahokia Mounds State Historic Site, Illinois.

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Ilustração de Michael Hampshire.

A maioria dos montículos do centro da cidade está enquadrada por várias praças sugeridas, a maior sendo a Grande Praça com 16 hectares, a Sul do maior montículo de Cahokia: Monks Mound, que cobre uma área aproximada de 5,3 hectares e tem cerca de 30 metros de altura, contendo à volta de 2.060 metros cúbicos de terra, toda ela erguida à mão. Esta é a terceira maior pirâmide do continente americano. Estas estruturas eram importantes, sendo os pontos centrais de reuniões para festivais, rituais e outros acontecimentos públicos. Aqui encontrava-se o coração da cidade.

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Vista sobre Monks Mound. Ilustração de Lloyd K. Townsend. Cahokia Mounds State Historic Site, Illinois.

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Reconstituição de cerimónia no interior de um edifício. Monumento Nacional de Ocmulgee, Geórgia central.

A população estimada para Cahokia varia grandemente. Porem, muitos investigadores modernos tendem a ser conservadores em conjugação com pesquisas mais recentes, reavaliando os dados iniciais. Sugerindo, assim, que a população no seu pico era provavelmente de 10 a 20.000 habitantes, por volta de 1050 a 1150 d.C. Cahokia teve a mais larga concentração de povos a norte do México e foi substancialmente maior do que outras comunidades no Mississípi, sendo que as maiores são geralmente referidas como “cidades templo”, mas pela virtude da sua escala, acreditamos que “cidade” será o termo mais correcto para Cahokia.

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Ilustração de Michael Hampshire. Cahokia Mounds State Historic Site.

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Ilustração de Lloyd K. Townsend. Cahokia Mounds State Historic Site, Illinois.

 

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LOS ANGELES, Dec. 10, 2013 /PRNewswire/ — Annenberg Foundation Vice President and Director Gregory Annenberg Weingarten today announced that the Annenberg Foundation has purchased 24 sacred Native American artifacts from an auction house in Paris – totaling $530 thousand– for the sole purpose of returning them to their rightful owners.  Twenty-one of these items will be returned to the Hopi Nation in Arizona, and three artifacts belonging to the San Carlos Apache will be returned to the Apache tribe.

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A Hopi girl of marriageable age assumes the traditional squash – blossom hairstyle, symbolizing fertility. 1998 Brompton Books Corp.

“This is a great day for not only the Hopi people but for the international community as a whole,” said Sam Tenakhongva, a Hopi cultural leader. “The Annenberg Foundation set an example today of how to do the right thing. Our hope is that this act sets an example for others that items of significant cultural and religious value can only be properly cared for by those vested with the proper knowledge and responsibility. They simply cannot be put up for sale.”

The positive development came after efforts, including those of the U.S. Embassy, were made to delay the auction of the Hopi and San Carlos Apache items.   Acting on behalf of the advocacy group Survival International and the Hopi, attorney Pierre Servan-Schreiber went last week before a judge in Paris in an attempt to have the sale of the Hopi items blocked, but on December 6, the court ruled against him.  That’s when Weingarten made the unprecedented decision to intervene.

“As an artist, I was struck by the awesome power and beauty of these objects,” said Weingarten.  “But these are not trophies to have on one’s mantel; they are truly sacred works for the Native Americans.  They do not belong in auction houses or private collections.  It gives me immense satisfaction to know that they will be returned home to their rightful owners, the Native Americans.”

The Native American Graves Protection and Repatriation Act gives federally recognized Native American tribes a way to reclaim funerary objects and ceremonial items from federal agencies and museums in the United States.  The law, however, does not apply to items held internationally.

In April of this year, the French firm Neret-Minet Tessier & Sarrou auctioned 70 artifacts for €930,000, ignoring pleas and protests around the world.  Servan-Schreiber, who acted for Survival International and the Hopi in that case as well, bought and returned a sacred Hopi artifact to the tribe last summer.  He also bought on Monday one artifact for €13,000 and intends to return it to the Hopi.

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Figure of the Hopi Sio Hemis kachina. The head-dress or tableta, which is topped with cloud symbols, bears stylized plants and flowers. 1964 Holle Verlag G. M. B. H., Baden-Baden, Germany.

“Many individuals worked tirelessly on this issue for many, many months only to come away feeling disappointed following the ruling by the French court,” said Servan-Schreiber. “Now we have reason to celebrate.”

“Hopefully this gesture is the beginning of a larger conversation to discuss and inform various communities about what is sacred and what is for sale,” concluded Tenakhongva. “Although we were disappointed in the decision of the court which allowed the sale to proceed, we will continue to work to protect our cultural heritage on behalf of our Hopi people and others. This issue extends far beyond us, and it is our hope that others who have seen our campaign will step forward and help to enlighten, educate and join us in protecting cultural heritage and value across the world.

“Our thanks are once again extended to Survival International and Mr. Pierre Servan-Schreiber for their efforts and to the Annenberg Foundation for their goodwill and generous gesture. Kwakwah (Thank you).”

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About the Annenberg Foundation
The Annenberg Foundation is a family foundation that provides funding and support to nonprofit organizations in the United States and globally. Since 1989, it has generously funded programs in education and youth development; arts, culture and humanities; civic and community life; health and human services; and animal services and the environment. In addition, the foundation and its Board of Directors are directly involved in the community with several projects that expand and complement its grant support to nonprofits. Among them are Annenberg Alchemy, Annenberg Learner, Annenberg Space for Photography, Explore, GRoW and the Metabolic Studio. The Annenberg Foundation exists to advance public well-being through improved communication and visionary leadership. As the principal means of achieving this goal, the Foundation encourages the development of more effective ways to share ideas and knowledge.

SOURCE The Annenberg Foundation

RELATED LINKS
http://www.annenbergfoundation.org

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Across the Southeast of the United States of North America a great corn-fed civilization had arisen, that of the Temple Mound Builders, so named for the religious edifices which topped their great earth thumps. Also called the Mississippian culture in nod to its stronghold in the bottomlands of the Mississippi and Ohio, it aroused around 750 AD, lasted into the historic period, and would penetrate as far westwards as Oklahoma and northwards to Wisconsin.

The Temple Mound Builders did not spring pure-formed out of the air, but were the culmination of other local cultures, dating back to at least 1000 BC and the Adena of the Ohio, who constructed earthen mounds as burial sites for their deceased. Many traits of Adena culture were carried on by successive mound-building culture, the Hopewell, which radiated out from Ohio to Amerindian villages in the Midwest and east. More sophisticated agriculturalists than the Adena, the Hopewell were also major league artisans, securing obsidian from Yellowstone, tortoiseshell from the Gulf of México, silver from Ontario, bear teeth from Wyoming, all fashioned for adornments, religious ritual or as grave goods. One of the Hopewell’s most distinctive artifacts was a tubular stone pipe with animal effigies; in the pipe they smoked tobacco, not for pleasure but for ceremony. It was due to the Hopewell that pipe-smoking became universal amongst the amerindians of North America.

Hopewell pipe.

By 500 AD the Hopewell culture was in terminal decay. In is steed arose the Mississippian, with the shift to major cropping of corn encouraging more complex political and social structures; nowhere was this more clearly seen than in the Mississippian capital of Cahokia. Other best known sites are Emerald, Moundville, in the south, Etowah and Ocmulgee, and in the west, Spiro, Oklahoma.

Mississippian towns were usually established on an island or near a river. A plaza laid out, with several houses and temples enclosed by a palisade. Dwellings were constructed of long saplings set upright in trenches, and the roof frameworks was woven like a huge basket. The exterior surfaces of the walls were lathed with cane and plastered with clay. Temples seem to have been built over demolished or outworn council chambers: the flat-topped pyramids becoming the foundation for the temples. Elsewhere, entire hilltops were leveled off and terraced to create plazas, with temple mounds built on top. These traditions of building activities alongside with the practice of human sacrifices reflect Mesoamerican influences, although the architectural results were more primitive.

Over the river from modern-day St Louis, Cahokia gathered within its palisades walls over 10.000 people, ruled over by small nobility, themselves under the tutelage of an absolute monarchy, the Great Sun chief. This was a rigid theocracy, whose lieder was not permitted to put foot to the ground, so was carried in a litter. Society was stratified into Priests, Noble, Honored and Stinkard classes. Cahokia was the capital of the Temple Mound people from around 850 to 1150 AD, during which period they aggressively expanded their civilization. Military prowess was rewarded by promotion to the next class, though that to Noble was very difficult. Stinkards were replenished from conquered peoples.

Representation of warriors show wooden armor and a sword-like weapon and too many bronze weapon heads found to be explained as modern intrusions. A sculpture from the Spiro mound in Oklahoma, the western outpost of Mississippian culture, shows a warrior that wears a helmet and armor (possibly copper) on is back and front chest, and he holds a club made from a single piece of polished stone. He wears also a short breechclout. It is possible that they also used a war club of about 60cm long and described by white traders as “gun-shaped”, with an iron projection at the bend – suggesting a very similar weapon to that used by Amerindians of the Northeastern Woodlands.

Wooden or leather shields, breast pieces, arm and leg bracelets afforded some protection.

Other weapons probably used were the long bow, slings and lances, the latter surely used in the Chunkey game that was a form of widespread Amerindian game of hoop and spear, played by the Mississippians and by the historic Choctaws and Creeks during the 18th century, as witnessed by white traders. They seem to wear painted faces with particular emphasis around the eye probably representing the falcon, a bird with a formidable hunting and killing speed of attack – and thus perhaps connected with the “Southern” or “Death” Cult. Common colors were red, black and white.

In large areas Temple Mound Buildings become associated with the Death Cult or Buzzard Cult, which bound the various Mississippian chiefdoms together. The Cult was named after one of its principal practices that was the torture-sacrifice of enemy warriors, whose severed heads would later be displayed on poles around the temple. Purification came from an emetic, the cassina-based “Black Drink”, taken “until the blood comes”.

By the time the Spanish tramped to the Mississippi, Cahokia had long been left to the weeds, so had Moundville and Etowah. Yet across the south, the European encountered numerous still extant nations of Temple Mound Builders, including the Taensa, the Cherokees, Timucuas, Coosas, Muskokees, Mobiles, Quapaws and Chickasaws. These peoples when questioned about their Mound Building ancestors seemed to know little of their predecessors, although cultural traits clearly did survive. The annual rekindling of the sacred fire, an earthly symbol of the Sun, color symbolism and the Puskita or Busk (a kind of New Year or world renewal celebration which took place when the corn ripened) were all descended from Temple Mound culture. Of them all, it was the Natchez nation who practiced the old Mississippian culture in its strongest form, complete with caste system ruled over by the Great Sun.

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